Wednesday, April 25, 2007

the o.c.

Há quase um ano, lembro-me, estava a eu a falar com um amigo meu por MSN, o Flávio, e reparei que ele tinha no avatar dele um poster de algo chamado The OC. No poster, a preto e branco, estavam dois casais. Perguntei-lhe de que se tratava aquilo, e ele disse-me que era uma série de alodescentes que gostava muito. Ele falou-me um pouco mais da série, e foi aí que me despertou interesse pela primeira vez.

A meio de uma tarde aborrecida, no Verão, liguei a televisão e sintonizei nos canais que mais vejo - Sic Radical, MTV, AXN, Fox - e, quando mudei para este último, vi que estava a dar The O.C., e, para surpresa minha, estava no início do episódio Pilot. Sentei-me no sofá e vi o episódio até ao fim, feliz por, finalmente, ter podido ver alguma coisa da série. Adorei o episódio.

Mischa Barton

A partir daí, passei a ver, todos os dias da semana, The O.C. e apercebi-me de que já conhecia a série (dos tempos em que a 1ª temporada passava na RTP1). Sempre à mesma hora, por volta das cinco, sentava-me na sala e acompanhava a vida daquelas que se tornavam, a cada episódio, a cada história contada, as minhas personagens favoritas da televisão. E, assim, acompanhei toda a primeira temporada.

Para quem não sabe, o argumento da série inicia-se quando um jovem problemático, Ryan Atwood, é acolhido na casa do seu advogado, Sandy Cohen, em Orange County. Aí, conhece um grupo de personagens que vai mudar a sua vida. Apesar de ainda só ter podido ver a primeira temporada completa e alguns episódios das temporadas que se seguiram, posso dizer que aquilo que me cativou mais na série foi a sua dinâmica, as suas personagens, o cenário e as história. Na primeira temporada, por exemplo, a cada episódio surgiam situações novas, reviravoltas, e muito desenvolvimento da narrativa.

Benjamin McKenzie

A série, pelo que sei, foi transmitida em cinco dezenas de países e teve um grande sucesso por esse mundo fora. Segundo os fãs críticos, a melhor temporada mesmo é a primeira. A terceira fez com que muitos fãs abandonassem a série, especialmente depois daquilo que aconteceu a uma das personagens principais no último episódio, ditando o final prematuro da série, que se deu na quarta temporada.

As personagens principais são Ryan, Marissa, Summer e Seth, quatro jovens a enfrentar a adolescência. Ryan é o rapaz pobre, bruto do grupo. Apesar de tudo, é inteligente e defensor dos valores em que acredita. Marissa é a menina rica. É um pouco insegura e tímida. Porém, descobrimos que ela é muito mais do que isso (o argumento reservou para ela algumas das melhores sub-narrativas da série). Summer é a melhor amiga de Marissa. Um pouco convencida e arrogante, no início da série, despreza Seth, um admirador seu. Seth é o geek do grupo. Mete-se em problemas constantemente e não sabe como resolvê-los. Por isso, vê com bons olhos a chegada de um amigo que o possa defender.
Acompanhar as suas aventuras é algo muito divertido, pois os actores e o argumento fazem com que a sua relação seja credível e realista.

Melinda Clarke, Kelly Rowan, Peter Gallagher, Benjamin McKenzie, Mischa Barton

A paisagem que envolve a série é também merecedora de alguns comentários da minha parte. Newport Beach é, sem dúvida, um local dotado de uma beleza natural. As cenas passadas na praia são especialmente interessantes, quer pelo cenário, quer pela carga dramática de algumas delas.

Quanto à banda sonora, também a série está de parabéns. Existem músicas de bandas relativamente conhecidas, como os The Killers, e outras que levaram bandas desconhecidas à fama, como os Phantom Planet, com a música California, que aparece no genérico inicial da série. E que recordações essa música traz aos fãs da série, certamente. Acredito que qualquer fã, cada vez que ouve essa música, seja incapaz de sorrir, lembrando-se das personagens que integram a série.

Por fim, devo dizer que The O.C. é apaixonante. Pelo menos, num país como no nosso, em que os jovens adoram Morangos com Açucar e afins, esta série poderia muito bem ser apreciada por eles (se bem que toda a gente que goste da série portuguesa que citei tenha, à partida, gostos duvidosos). The O.C. é o retrato de personagens que procuram a felicidade e, embora rodeadas por uma paisagem maravilhosa, não conseguem encontrar essa beleza na sua vida.
The O.C.
é uma das séries mais populares de sempre, sem dúvida, e tenho pena que tenha apenas quatro temporadas. Marcou muita gente, e fez com que muita gente a odiasse. Mas tudo o que é polémico é assim, não é verdade...?


Saturday, April 21, 2007

pulse

Olá pessoal, volto hoje aqui a postar para falar-vos mais uma vez de um filme que vi recentemente. Desta vez, Pulse.

A tecnologia é um factor muito importante na vida de cada um de nós. De facto, sem tecnologia, o mundo seria muito diferente daquele dos nossos dias.
Em geral, os avanços nesta área serviram para modificar de forma positiva a vida do ser humano, porém, lentamente, os efeitos negativos das tecnologias - em particular daquelas que usamos para comunicar - começam a tornar-se cada vez mais notórios. Assim, aquilo que era suposto aproximar-nos tem o efeito completamente oposto, separando-nos cada vez mais uns dos outros. E é esse o tema-base de Pulse.

Jonathan Tucker, Rick Gonzalez, Kristen Bell, Christina Milian

O filme começa com um estudante a dirigir-se para a biblioteca da escola, claramente perturbado. À sua volta, vemos outros jovens, a maior parte a falar ao telemóvel, ou com um computador portátil, ou outro tipo de tecnologia. Esta cena é interessante porque consegue transmitir de forma eficiente a mensagem do filme.
O rapaz lá consegue chegar à biblioteca mas, para seu azar, não consegue encontrar a pessoa que procurava. Em vez disso, é atacado por uma espécie de fantasma. A cena então acaba e corta para um grupo de amigos num café - Mattie, Izzie, Stone e Tim -, as nossas personagens principais. Infelizmente, as personagens também não são muito elaboradas; aliás, são esteriótipos de jovens americanos - temos o tímido, o hacker, a permíscua... A única um pouco mais desenvolvida é mesmo Mattie, que vê o seu namorado suicidar-se e tem uma relação disfuncional com a mãe.


A história começa verdadeiramente quando o namorado de Mattie (aquele que vimos no início do filme) se suicida e pede ajuda aos restantes. E, a partir daqui, Pulse começa a descarrilar. A trama desenvolve-se de forma repetitiva e algo desengonçada, pelo que, quando vemos as consequências do vírus, o choque é inexistente. Existem poucas explicações para o que acontece, e, quando o filme tenta justificar os seus acontecimentos (como, por exemplo, o vírus surgiu), estas parecem (bastante) irrealistas. Talvez no filme japonês (Kairo) em que Pulse se inspira, o conceito tenha resultado de uma melhor forma.

Ian Somerhalder, Kristen Bell

Enquanto filme de terror, Pulse é também bastante insatisfatório. Por vezes, os filmes do género não precisam de ter uma história complexa ou elaborada para serem bons, e este podia muito bem ser um desses exemplos, caso os vilões do filme conseguissem assustar verdadeiramente em alguma das suas aparições. Isto porque sempre que alguma personagem é confrontada com os fantasmas, estes pouco mais fazem do que "sugá-las". E o suspense nestas cenas é quase inexistente, também. De facto, só uma cena conseguiu atingir melhores resultados neste campo, passada na lavandaria de um prédio.

Nem tudo é mau em Pulse. Os actores cumprem bem o seu trabalho e não atrapalham a história. Além disso, a atmosfera que se vai criando ao longo da narrativa é boa. A fotografia do filme também é interessante. Aliás, é aquilo que mais apreciei, já que os tons predominantes (cinzento, azul, preto) ajudam a retratar o crescente isolamento das personagens. Porém, a história é irreal e o filme não irá certamente assustar quem já tenha visto pelo menos alguns filmes mais "pesados" do género. Sendo assim, é uma pena que o filme seja um fracasso como este, já que a mensagem que pretende transmitir até tem valor nos nossos dias. Talvez tivesse resultado melhor como um drama...
Nota: 4/10
Realizado por:
Jim Sonzero
Com:
Kristen Bell, Ian Somerhalder, Christina Milian, Rick Gonzalez e Jonathan Tucker.

Citação do dia:
Isabel Puentes: They want what the don't have anymore, they want life. De Pulse.


Sunday, April 15, 2007

hostel

Neste post, farei uma crítica a um filme que revi este fim-de-semana e que foi bastante falado aquando da sua saída, Hostel.
Hostel estreou nos E.U.A. em 2005 e aqui em Portugal em Abril de 2006 - precisamente quando eu o vi pela primeira vez. Antes da sua estreia por terras americanas, o filme causou grande impacto nos festivais em que foi exibido, tendo levado alguns críticos a afirmar que se tratava do filme mais assustador de sempre e que era extremamente violento (existem relatos até de pessoas que não aguentaram até ao fim do filme). Criou-se, então, um enorme hype à volta do filme e todos estavam ansiosos por vê-lo. Será que aquilo que diziam era verdade? Continuem e a ler e descobrirão…

Jay Hernandez, Eythor Gudjonsson, Derek Richardson

A trama do filme começa por nos apresentar às três personagens principais, dois americanos (Paxton e Josh) e um islandês (Oli), que se encontram em Amsterdão, o penúltimo destino da viagem pela Europa. Apesar de tencionarem ir para Espanha em seguida, um habitante local indica-lhes um sítio onde eles podem satisfazer todas as suas fantasias sexuais, um albergue situado em Bratislava, na Eslováquia. Persuadidos por aquilo que ele lhes dissera e pelas fotografias das mulheres que poderiam lá encontrar, os três partem para Bratislava. Lá, encontram duas mulheres (Natalya e Svetlana) com quem começam a criar uma afinidade, não sabendo o terror que os aguarda.
A primeira parte do filme ocupa-se de desenvolver as personagens, apesar de o fazer apenas superficialmente. Um deles é viciado em sexo e, aos oito anos, viu uma rapariga afogar-se, outro intitula-se como o “rei do swing” e a nossa personagem principal é o mais recatado do trio e o mais responsável. De início, devo dizer que as personagens não criam grande empatia com o espectador mas isso vai mudando à medida que a história desenvolve. A segunda parte do filme muda drasticamente de tom e mergulha as personagens principais num terror que nunca poderiam prever, apresentando-nos um lugar onde cada um pode matar, torturar e satisfazer as suas fantasias mais selvagens por um preço. Como podem imaginar, o destino do trio não é nada animador.

O ponto central da história é mesmo esse lugar e a forma como as coisas funcionam por lá - e isto é, segundo o realizador Eli Roth, baseado em factos reais. Encontramos então um grupo de vilões ricos de várias nacionalidades dispostos a tratar as suas vítimas de forma digamos… não muito agradável. As cenas de tortura variam de intensidade - aquela em que cortam os tendões do calcanhar a uma personagem é a melhor e a mais perturbante de todas. Quanto ao gore, é em grande quantidade e capaz de fazer alguns desviar os olhos em algumas cenas.

Jay Hernandez

Hostel é um filme com boa fotografia, que ajuda no desenvolvimento da trama (reparem como os lugares passam de cores vivas e alegres a cores mais cinzentas, a meio do filme, e, depois, ao preto e vermelho), bem realizado e com actores que conseguem cumprir muito bem a sua função de gritar e retratar a dor e o sofrimento que experimentam, além de alguns momentos mais dramáticos (Derek Richardson e Jay Hernandez destacam-se, bem como Jennifer Lim, que protagoniza uma das cenas mais tocantes do filme, perto do final) mas com um senão - não assusta. Sim, existe muito sangue e membros por todo o cenário mas isso não chega para assustar - apesar de chocar o espectador com isso. O que faltou a Hostel foi suspense. Porém, funciona muito bem como um thriller com contornos de terror. Ah, e fez-me querer visitar a República Checa... pelas paisagens, é claro. :)
Nota: 8/10
Realizado por:
Eli Roth
Com: Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Jennifer Lim, Barbara Nedeljakova e Jan Vlasák.

Citação do dia:
Natalya: I get a lot of money for you, and that makes you my bitch. De Hostel.



três filmes, três boas experiências

Olá. Hoje decidi que iria escrever um post sobre os últimos filmes a que assisti, enquanto não arranjo melhores temas para escrever; além disso, a única coisa que me tem ocupado o pensamento desde que acordei é o fim-de-semana que passei com uns amigos, mas isso… isso fica para outro post.

Pois bem… o primeiro dos três filmes foi um que referi no post anterior.

Last Holiday (Tudo o Que Sempre Sonhei)

Gérard Depardieu, Queen Latifah

Remake de um filme de 1950, este Last Holiday foi, sem dúvida, uma boa escolha para passar uma noite em casa, sem nada que fazer. Já me tinham falado bem dele e eu já o queria ver há uns tempos, mas acabou por ser melhor do que pensava.

O filme conta a história de uma mulher, Georgia Byrd (interpretada por Queen Latifah), que descobre que, devido a um tumor no cérebro, morrerá dali a algumas semanas. Determinada a aproveitar ao máximo o tempo que lhe resta, pega em todo o dinheiro que tinha poupado e parte para Praga, para um hotel de luxo… Depois daqui, o melhor é verem por vós mesmos, porque não se arrependerão.
Prós: tem bons momentos quanto comédia, e bons momentos quanto drama. Tem actores razoavelmente bem conhecidos, como Gérard Depardieu, e é um filme com uma mensagem muito boa, capaz de nos fazer reflectir um pouco.
Contras: o final é um pouco previsível.
8/10

O seguinte é uma obra integrante do currículo de um realizador considerado por muitos como um mestre, Alfred Hitchcock.

Marnie
Tippi Hedren
Devo dizer que ainda são poucos os filmes deste mítico realizador a que assisti, e Marnie é (e ainda bem) um deles. Descobri-o há alguns dias, quando via televisão à tarde e estavam a passá-lo no canal Hollywood. O filme, pelo que vi, foi um fracasso de bilheteira aquando da sua saída (1964), apesar de contar com Tippi Hedren e Sean Connery no elenco e Hitchcock na realização.

Aqui encontramos a história de uma criminosa, Marnie Edgar, uma ladra compulsiva que, após alguns roubos que cometeu com sucesso, tenta fazer o mesmo a Mark Rutland (um amigo de negócios da última vítima da mulher) mas, depois de o roubar, ele consegue encontrá-la e persuade-a a casar-se com ele. É então que ele descobre que Marnie sente-se insegura perto de homens e que ela tem uma fobia pela cor vermelha…
Prós: a história, a realização, a forma como a trama se desenvolve. Tippi Hedren.
Contras: algumas cenas, como algumas a cavalo, são bastante irrealistas nos nossos dias.
7/10

Por fim, um thriller ao estilo de Saw e Cube.

Unknown (Estranhos)
Greg Kinnear
Okay… este filme parecia-me ser excelente. Primeiro, porque o trailer fez-me lembrar uma série que eu adoro, Saw, e, segundo, porque a história parecia intrigante e relembrava-me Cube, pelo facto dos cinco homens terem perdido a memória. Mas, de facto, houve algo que não resultou…
Deixem-me esclarecer-vos em relação ao argumento: cinco homens acordam num armazém e descobrem que estão ali enclausurados sem possível saída. Todos perderam a memória, o que os leva a questionar quem são, o porquê de estarem ali e quem os fechou num armazém. - Interessante, pelo menos para mim. Eu gostei da história e do seu desenvolvimento mas, sei lá, acho que estava à espera de algo mais sangrento e doentio. Apesar de ter gostado - e muito do que vi -, penso que as minhas expectativas eram bastante grandes e, por isso, o filme não as conseguiu cumprir. Contudo, os twists que vão acontecendo exigem que fiquemos atentos a tudo o que se passa, se queremos entender todos os detalhes da trama.
Acima de tudo, vejam-no se gostarem de thrillers com uma história onde há espaço para várias surpresas.
Prós: as personagens, a história. Alguns actores conhecidos marcam presença, como Jim (ou James) Caviezel, e os twists.
Contras: o filme podia ter sido realizado de uma forma mais… entusiasmada, com mais energia e estilo.
7/10