No conto, encontramos um velho num café a relatar-nos a história da sua vida. Ele fala-nos dos amigos que antes lhe faziam companhia naquelas tardes passadas a beber café e sobre a perda do amor da sua vida, bem como doutras coisas. Achei este relato deprimente e com significado. Em primeiro lugar, porque é sobre uma vida falhada, sobre uma vida mal vivida e aproveitada.
Todos dizemos que devemos é gozar a vida, vivê-la intensamente, mas poucos o conseguem fazer. Todos ouvimos dizer que o tempo passa depressa e não poupa ninguém, mas só nos apercebemos disso quando já é tarde. Todos temos a noção de que, mais cedo ou mais tarde, ficaremos sozinhos, desamparados, mas vivemos na ilusão de que isso é mentira. Todos temos receio de envelhecer, apesar de isso ser uma coisa natural; afinal de contas, faz parte do ciclo da vida.
“A vida de um idoso é recordar o seu passado; se tem boas recordações, é feliz, se teve uma vida má, não é.”, dissera o pai de uma amiga minha, há mais ou menos dois meses, quando jantávamos. No conto, o narrador é uma pessoa que pertence, claramente, ao segundo grupo. Ele vive refugiado nas lembranças, no pensamento, isolado em si mesmo. Mas… e se esse eu me tornar nesse velho?
Já imaginaram o que deve ser chegarmos ao fim da linha e apercebermo-nos de que falhámos, de que devíamos ter feito as coisas de maneira bem diferente e de que não temos mais oportunidades? De que estamos sozinhos porque não fomos mais ousados? De que não temos bons momentos a recordar? De que vamos morrer no esquecimento, sem ninguém para sentir a nossa falta? De que, no fundo, a nossa existência foi quase… em vão? Pois, eu tenho vindo a pensar nisso… e acho que deve ser terrivelmente penoso chegarmos a essas conclusões na fase final das nossas vidas.
Perdidos pelos parques, sentados nos cafés… todos nós já encontrámos idosos assim, quase vegetativos, a pensar na vida. Já imaginaram como deve ser viver assim, sem perspectivas de vida, sem motivos de felicidade? Eu já. E, sinceramente, não gostei de me pôr no lugar deles.
Por isso, acho que devíamos realmente reflectir sobre dois aspectos:
Se queremos tornar-nos naquelas pessoas e se é correcto existirem pessoas abandonadas nos lares pelos seus familiares.
Pensem e tirem as vosssas conclusões, porque eu já tirei as minhas…
Citação do dia:
Georgia Byrd: Next time… we will laugh more, we’ll love more; we just won’t be so afraid.
Do filme Tudo o que sempre Sonhei (Last Holiday), que vi há uma semana e gostei muito. E, como tem muito a ver com a temática do post, acho que a citação se enquadra perfeitamente. Aconselho a verem!

6 comments:
Concordo com tudo o que disseste, fez com que fizesse uma reflexão do que posso vir a ser. Quero ao máximo evitar chegar a essa fase da vida, mas não sei…
-.-’
ai..
ruben..
até parexex uma pexoa culta a dizerex ixtu…
deixaxtm apreenxiva…
nc tinha penxado nexex axpectos.. enfim…
bjO*
Vamos ser todos velhinhos juntos! :D ^^
Credo…. Ruben, sim eu já tinha pensado nisso e farto-me de falar isso, mas a maioria das pessoas diz: “Sim, eu sei disso… é muito triste.” mas simplesmente ignora na maior parte do tempo. Vivem as suas vidinhas igoístas e esquecem-se que realmente ha milhares de idosos em lares e espelhados pela cidade a sofrerem no seu próprio mundo, afundados nas suas mágoas e nos seus pensamentos, sem ninguém com quem falar das suas experiências que são na realidade lições de vida. Já para não falar naqueles que vivem sozinhos sem condições nas suas casas pré-históricas, passando Inverno após Inverno sem ninguém que lhes aconchegue o coração… E o que mais me irrita é que esses idsos têm família, mas onde está ela nesses momentos??!
É uma merda este país! Já, por acaso, repararam naquelas excursões de idosos espanhóis e franceses que vêm para o nosso país passar férias? Com certeza que sim! Esses sim, têm uma vida merecida! Têm ocupações, actividades e lá por a maioria ter mais de 60 anos não quer dizer que sejam inválidos, não é verdade? Pois, as suas reformas são boas, e têm tempo e disponibilidade para se divertirem com se calhar não o fizeram quando eram mais novos. Acham que os NOSSOS idosos têm condições para isso? A a maioria tem uma merda de reforma que mal dá para pagar os medicamentos!!! Digam-me se é justo!
Olha, está tudo dito…. já toda a gente sabe disso, mas realmente o que custa é por maos ao trabalho e ser-se muito inteligente para tomar medidas que melhorem tudo isso a olhos vistos. É quase como a “paz”. Todos falam nela, todos colam cartazes, todos fazem manifestações, mas onde está ela?! Perguntem aos povos em guerra e eles mal sabem o que é a Paz! Já alguém conseguiu parar a guerra e fazer “paz” no mundo? Para que serve os cartazes e as manifestações para os grandes lideres mundiais que neste momento estão no seu mergulho diário em notas, enquanto ha no outro lado do equador milhões de crianças a morrerem por falta de uma simples vacina a custar uma pechincha nos Estados Unidos? Ai, pronto, ok, estou a desviar a conversa… cala-te moça!
Admirou-me saber o quanto está parecido com a minha fanfiction, isso que tu escreveste, Ruben. Eu retracto um bocado esse aspecto da vida solitária dos idosos e principalmente tudo aquilo que eles têm a contar.
Bem, bjos e continua assim! ; )
Gostei do post e do comentário da Elsa. Mas Elsa, muito teoria tem Portugal inteiro, prática é que nicles. Eu, as vezes, vou com a minha irma e umas colegas fazer teatros, oferecer coisas, aos velhos (detesto a palavra “idosos”) do lar daqui. Desde pequena que ponho conversa com os velhotes que estão sentados no jardim. Sei que sozinha não mudo o mundo, como a minha mãe sempre me diz, mas porque não fazer a minha parte? Se todos fizessem um pouco, isto não chegaria a este ponto.
Quanto ao pensar nisso, não sofro com antecedência… Para que? E sim, aproveitar a vida. Sei que vou envelhecer, mas prefiro deixar de pensar “ai vou ficar uma velhota marreca solitária” e fazer mais. Criar amigos, aproveitar fazer nesta idade o que não poderei fazer naquela. Mas cada um tem de decidir o que é melhor para si: pensar e sofrrer, ou agir e sorrir.
Eu prefiro agir.
Amei o post, e já sabes: quando fores velhote ainda vamos tirar fotos às nossas bengalas prá praia.
Calese.
Beijinhos .
8.
O k muitas pexoas se eskecem também, é k os idosos ñ podem ser caracterizados como um grupo, pois todos eles são pessoas diferentes. As pessoas eskecem-se por vexes k eles já foram jovens, eu aprendi muito a falar com os meus avós e amigos deles (apesar de, admito, ás vx ser um bocado secante). Mas tbm temos de compreender que ñ é nd facil trbalhar, cuidar dos filhos e dos pais ou avós, por isso muitos estão em lares. Todos temos o poder para mudar a noxa vida, só temos de usá-lo, e usá-lo bem.
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